{"id":4094,"date":"2008-12-17T16:26:35","date_gmt":"2008-12-17T18:26:35","guid":{"rendered":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/?p=4094"},"modified":"2008-12-17T16:26:35","modified_gmt":"2008-12-17T18:26:35","slug":"fundos-de-pensao-fortalecem-a-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/fundos-de-pensao-fortalecem-a-economia\/","title":{"rendered":"Fundos de pens\u00e3o fortalecem a economia"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Reproduzimos, em seguida, artigo de Luiz Guilherme Piva, Diretor-t\u00e9cnico da LCA Consultores: \u201cA maioria das cartas de brasileiros enviadas ao Papai Noel deve ser de pedidos de cr\u00e9dito. Mas ele pr\u00f3prio deve estar com dificuldades para financiar a produ\u00e7\u00e3o de presentes. Muitas fontes secaram. O temor com a crise financeira internacional, os problemas de algumas empresas com opera\u00e7\u00f5es de derivativos, a queda de consumo e de produ\u00e7\u00e3o e a eleva\u00e7\u00e3o do risco fizeram com que os detentores de recursos trancassem o cofre. Mesmo para quem tem a ficha cadastral excelente &#8211; como deve ser o caso do Papai Noel.<\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<p align=\"justify\">O governo tenta suprir a seca por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF). Tamb\u00e9m liberou parcela das reservas cambiais para financiar empresas com d\u00edvidas externas, flexibilizou opera\u00e7\u00f5es de redesconto, ou seja, empr\u00e9stimos que os bancos tomam no Banco Central (BC), reduziu dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios (parte dos recursos banc\u00e1rios recolhidos ao BC), ampliou prazos de recolhimento de impostos e determinou a redu\u00e7\u00e3o de alguns tributos.<\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<p align=\"justify\">S\u00e3o medidas acertadas. Poder\u00e3o atenuar o desaquecimento inevit\u00e1vel oriundo da crise. Mas demorar\u00e3o a recriar liquidez para a economia seguir investindo e crescendo em ritmo parecido com o que vinha sendo registrado. Isso porque os efeitos negativos da crise ainda est\u00e3o em curso e a revers\u00e3o desse ciclo n\u00e3o \u00e9 r\u00e1pida nem f\u00e1cil. E porque, e talvez principalmente, a incerteza e a desconfian\u00e7a dominam o mercado.<\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<p align=\"justify\">Cr\u00e9dito \u00e9 confian\u00e7a. Baixa incerteza \u00e9 baixo risco. Os dois fatores determinam em grande parte o volume, as taxas e as condi\u00e7\u00f5es dos financiamentos ao sistema produtivo. Os bancos em geral se retraem quando os dois fatores s\u00e3o adversos. Principalmente se verificam que alguns dos concorrentes enfrentam dificuldades por conta de inadimpl\u00eancias. Sobem os &#8220;spreads&#8221;, fecham as torneiras, chamam as garantias ou exigem sua amplia\u00e7\u00e3o, executam atrasos e se guardam para quando o carnaval voltar.<\/p>\n<div align=\"justify\">S\u00f3 que, ao fazer isso, alimentam ainda mais a crise, uma vez que as empresas n\u00e3o t\u00eam onde buscar recursos &#8211; e s\u00f3 lhes resta escrever ao Papai Noel.<\/p>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">Mas existem outras fontes fora do sistema banc\u00e1rio &#8211; e que vivem uma ocasi\u00e3o de grandes oportunidades. S\u00e3o os fundos de pens\u00e3o e alguns Fundos de Investimentos em Participa\u00e7\u00f5es (os FIPs, conhecidos no vern\u00e1culo como &#8220;private equity&#8221;).<\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<p align=\"justify\">Os fundos de pens\u00e3o disp\u00f5em de grande volume de recursos e t\u00eam baixa necessidade de liquidez. Com exce\u00e7\u00f5es, todos tinham baix\u00edssima exposi\u00e7\u00e3o em renda vari\u00e1vel no in\u00edcio da crise.<\/p>\n<div align=\"justify\">Mesmo no caso dos que perderam com a\u00e7\u00f5es, os ganhos acumulados vinham sendo muito grandes. Al\u00e9m do mais, n\u00e3o t\u00eam necessidade de realizar vendas para saldar passivos urgentes.<\/p>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">Os fundos de pens\u00e3o podem, por isso, seja de maneira direta, seja por meio de FIPs &#8211; no caso de participa\u00e7\u00f5es no capital -, ou seja por instrumentos como deb\u00eantures, Fundos de Direitos Credit\u00f3rios (FIDCs) e C\u00e9dulas de Cr\u00e9ditos Banc\u00e1rio (CCB) &#8211; no caso de financiamentos -, ou ainda por meio de um misto entre as duas modalidades (mezanino), como as deb\u00eantures convers\u00edveis, podem, eu dizia, atuar fortemente em projetos e empresas que est\u00e3o necessitando de capital. Ou mesmo adquirir a\u00e7\u00f5es, que est\u00e3o uma pechincha (traduzindo: permitem \u00f3timo &#8220;up side&#8221;).<\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<p align=\"justify\">O mesmo quadro se d\u00e1 no caso daqueles FIPs que j\u00e1 haviam captado e que n\u00e3o realizaram muitos neg\u00f3cios. Eles t\u00eam disponibilidade de recursos, captados a custo mais baixo do que provavelmente os novos FIPs est\u00e3o obtendo junto aos cotistas (quase sempre os mesmos Fundos de Pens\u00e3o acima) e v\u00eaem os pre\u00e7os das empresas (fechadas e abertas) baratos como poucas vezes estiveram.<\/p>\n<div align=\"justify\">Como o neg\u00f3cio principal dos &#8220;private equity&#8221; \u00e9 vender empresas (comprar e gerir s\u00e3o etapas obrigat\u00f3rias, mas digamos ancilares), quanto mais barata \u00e9 a compra, maior ser\u00e1 o ganho. Certo?<\/div>\n<p align=\"justify\">S\u00f3 que a incerteza, a desconfian\u00e7a e as leis de oferta e procura t\u00eam feito subir as exig\u00eancias de remunera\u00e7\u00e3o dos fundos de pens\u00e3o e dos FIPs. Cobram retornos m\u00ednimos maiores do que antes para compensar o risco, e talvez demorem a rever para baixo essa expectativa. Mas s\u00e3o eles, hoje, as fontes mais prof\u00edcuas para as atividades produtivas, ainda mais em casos de projetos grandes como os de infra-estrutura.<\/p>\n<div align=\"justify\">Estes podem ser a porta de sa\u00edda da crise de cr\u00e9dito. Embora, infelizmente, n\u00e3o para este Natal\u201d<\/p>\n<p>(Gazeta Mercantil)<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzimos, em seguida, artigo de Luiz Guilherme Piva, Diretor-t\u00e9cnico da LCA Consultores: \u201cA maioria das cartas de brasileiros enviadas ao Papai Noel deve ser de pedidos de cr\u00e9dito. 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