{"id":4118,"date":"2012-03-12T16:33:18","date_gmt":"2012-03-12T19:33:18","guid":{"rendered":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/?p=4118"},"modified":"2012-03-12T16:33:18","modified_gmt":"2012-03-12T19:33:18","slug":"seu-dinheiro-sera-que-os-investidores-sabem-avaliar-um-produto-financeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/seu-dinheiro-sera-que-os-investidores-sabem-avaliar-um-produto-financeiro\/","title":{"rendered":"Seu Dinheiro: ser\u00e1 que os investidores sabem avaliar um produto financeiro?"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de os investidores\u00a0 terem acesso &#8211; e mesmo o direito &#8211; \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre os produtos financeiros dispon\u00edveis no mercado, isso n\u00e3o garante que eles entendam como esses produtos realmente funcionam. Ler o prospecto de um fundo de investimentos, por exemplo, n\u00e3o significa que o investidor sabe, realmente, onde est\u00e1 colocando seu dinheiro, afirma o educador financeiro Mauro Calil.<\/p>\n<p>Calil, que tamb\u00e9m \u00e9 gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), cita ainda as taxas cobradas pela gest\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o de um fundo. Apesar de saber claramente quanto cada institui\u00e7\u00e3o, seja um banco, seja uma asset, cobra, nem sempre o investidor sabe avaliar se as taxas s\u00e3o caras ou baratas.<\/p>\n<p>Qual a melhor taxa?<\/p>\n<p>Um fundo de a\u00e7\u00e3o ou um fundo multimercado, por exemplo, que cobre uma taxa de 3% pode n\u00e3o estar cobrando muito, j\u00e1 que esses tipos de fundos exigem uma gest\u00e3o muito mais ativa dos gestores, do que os fundos de renda fixa, por exemplo. J\u00e1 o investimento em um fundo DI pr\u00e9-fixado, que cobre uma taxa de 1%, pode estar cobrando demais, pois esses produtos n\u00e3o exigem quase nada do gestor.<\/p>\n<p>Calil utiliza tais exemplos justamente para justificar sua vis\u00e3o de que, &#8220;apesar dos investidores\u00a0 terem acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es, sem educa\u00e7\u00e3o financeira, dificilmente ser\u00e3o capazes de entender tais informa\u00e7\u00f5es&#8221;. No caso das taxas, a sugest\u00e3o de Calil \u00e9 que o investidor avalie produtos semelhantes oferecidos por v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es e compare os custos de administra\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o. O investidor deve ponderar, sobretudo, a menor taxa, a maior rentabilidade e a maior liquidez.<\/p>\n<p>Ainda avaliando a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o finceira, voc\u00ea \u00e9 capaz de identificar se seu seu perfil de investimento \u00e9 agressivo ou moderado? Voc\u00ea entende o que de fato quer dizer o risco de um fundo que aplica 30% em a\u00e7\u00f5es e 70% em renda fixa? Calil explica que saber como o fundo trabalha \u00e9 uma coisa, e outra, bem diferente, \u00e9 entender claramente as implica\u00e7\u00f5es do risco.<br \/>\nCren\u00e7as populares<\/p>\n<p>No geral, sem educa\u00e7\u00e3o financeira, acabam sobressaindo as cren\u00e7as populares, que nem sempre est\u00e3o de acordo com a realidade. Nesse sentido, Calil lembra do fato de que muitos investidores acreditam que aplicar em fundos geridos por bancos \u00e9 mais seguro do que os geridos por assets.<\/p>\n<p>Isso, por\u00e9m, n\u00e3o condiz com a realidade. O capital investido em um fundo, seja por um banco ou por uma asset, n\u00e3o corre risco nenhum se essas institui\u00e7\u00f5es quebrarem, por exemplo. Isso porque a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado financeira estipula que o patrim\u00f4nio do administrador de um fundo n\u00e3o pode se misturar com o patrim\u00f4nio do fundo. Assim, se a institui\u00e7\u00e3o quebrar, o capital do fundo permanece intacto.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o \u00e9 a rentabilidade passada. Os investidores sem grandes conhecimentos do mercado financeiro tendem a acreditar que os fundos mais interessantes s\u00e3o aqueles que apresentam as melhores rentabilidades passadas. Por\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 garantia de nada.<\/p>\n<p>A CVM (Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios) j\u00e1 editou normas que obrigam as institui\u00e7\u00f5es a deixarem bem claro que \u201crentabilidade passada n\u00e3o \u00e9 garantia de rentabilidade futura\u201d. Apesar de existir uma norma que exige a divulga\u00e7\u00e3o de tal informa\u00e7\u00e3o, Calil acredita que a maioria dos investidores n\u00e3o entende o que na pr\u00e1tica isso significa.<\/p>\n<p>\u201cE mais, muitos dir\u00e3o que, antes de optar por esse ou aquele investimento, olharam somente a rentabilidade dos \u00faltimos meses ou no ano, ou seja, a rentabilidade passada\u201d, diz Calil. Tudo isso para dizer que, apesar das normas e leis serem importantes, o investidor precisa de educa\u00e7\u00e3o financeira para entender sobre os produtos financeiros e conseguir escolher qual a aplica\u00e7\u00e3o melhor se encaixa \u00e0s suas necessidades.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o houver educa\u00e7\u00e3o financeira, pouco importar\u00e1 a legisla\u00e7\u00e3o. Ou seja, se o investidor n\u00e3o souber avaliar as informa\u00e7\u00f5es, as normas n\u00e3o v\u00e3o servir para nada\u201d, finaliza Calil.<\/p>\n<p>(InfoMoney)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de os investidores\u00a0 terem acesso &#8211; e mesmo o direito &#8211; \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre os produtos financeiros dispon\u00edveis no mercado, isso n\u00e3o garante que eles entendam como esses produtos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-4118","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4118\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}