{"id":4619,"date":"2011-02-02T12:03:35","date_gmt":"2011-02-02T14:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/?p=4619"},"modified":"2011-02-02T12:03:35","modified_gmt":"2011-02-02T14:03:35","slug":"previdencia-aberta-rende-pouco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/previdencia-aberta-rende-pouco\/","title":{"rendered":"Previd\u00eancia aberta rende pouco"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 2010 foi de contrastes para os fundos de previd\u00eancia aberta (PGBL e VGBL). Do lado dos bancos e seguradoras, sobraram motivos para comemora\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o patrim\u00f4nio l\u00edquido (PL) do setor atingiu R$ 181,9 bilh\u00f5es, crescimento de 24,89% em rela\u00e7\u00e3o a 2009. J\u00e1 os investidores n\u00e3o t\u00eam l\u00e1 muito o que comemorar. A rentabilidade dos fundos de renda fixa e multimercados sem renda vari\u00e1vel foi magrinha, em m\u00e9dia 8,47% e 8,21%, respectivamente, perdendo do CDI do per\u00edodo, de 9,75%.<\/p>\n<p>Com o ritmo de crescimento anual do PL ao redor de 25%, o setor dobra de tamanho a cada quatro anos. Mas os ganhos do investidor, sobretudo pelo efeito da taxa de administra\u00e7\u00e3o, t\u00eam sido muito baixos, ressalta Marcelo Nazareth, s\u00f3cio-diretor da consultoria NetQuant, que compilou os dados de 567 fundos de previd\u00eancia aberta em 2010. &#8220;Isso em algum momento ter\u00e1 que ser ajustado, sen\u00e3o as pessoas v\u00e3o chegar ao fim de 5, 10 anos, insatisfeitas&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O quadro piora quando se considera o ganho real. Descontada a infla\u00e7\u00e3o de 2010 medida pelo IPCA (5,91%) &#8211; \u00edndice de pre\u00e7os que melhor reflete o custo de vida da maioria dos investidores &#8211; a rentabilidade real das carteiras fica ao redor de 2,5%. Levando em conta o IGP-M (alta de 11,32% no ano passado), houve perda real, ou seja, o poder de compra do investidor diminuiu.<br \/>\nUm ponto que merece aten\u00e7\u00e3o do poupador \u00e9 a qualidade da gest\u00e3o das carteiras. Os fundos de previd\u00eancia s\u00e3o, por natureza, mais conservadores, o que se traduz na prefer\u00eancia por uma gest\u00e3o passiva. Ou seja, o gestor n\u00e3o altera muito a carteira de investimentos do plano.<\/p>\n<p>No caso dos fundos de renda fixa, isso significa seguir um \u00edndice que espelhe a varia\u00e7\u00e3o de uma cesta de pap\u00e9is p\u00fablicos, sobretudo os atrelados a \u00edndices de pre\u00e7os. Com isso, o gestor n\u00e3o se aproveita das altera\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os dos t\u00edtulos ao longo do tempo. Essa estrat\u00e9gia seria justificada em caso de taxas de administra\u00e7\u00e3o baixas, algo longe da realidade do mercado de previd\u00eancia privada.<\/p>\n<p>E com um ambiente de juros n\u00e3o t\u00e3o altos, como se viu no ano passado, as taxas de administra\u00e7\u00e3o acabam pesando demais no bolso do investidor. &#8220;A estrat\u00e9gia dos fundos de renda fixa ainda \u00e9 super conservadora&#8221;, diz Nazareth. &#8220;Os gestores v\u00e3o precisar correr mais riscos para ter um retorno que justifique essas taxas&#8221;, ressalta, lembrando que os investidores em previd\u00eancia ainda arcam com a taxa de carregamento, um percentual descontado a cada aporte no fundo.<\/p>\n<p>Nazareth lembra que os ganhos l\u00edquidos dos fundos de renda fixa tamb\u00e9m foram reduzidos nos anos anteriores. Em 2009, essas carteiras renderam 8,69%, para um CDI de 9,9%. A discrep\u00e2ncia foi maior em 2008 (9,91% dos fundos ante 12,4% do CDI) e 2007 (9,59% versus 11,8%). Pode ser aceit\u00e1vel que uma aplica\u00e7\u00e3o que mire no longo prazo fique abaixo do CDI, refer\u00eancia de rentabilidade de curto prazo, durante certo per\u00edodo, mas \u00e9 dif\u00edcil explicar esse desempenho magro durante quatro anos consecutivos.<\/p>\n<p>Em 2010, os fundos de renda fixa tamb\u00e9m perderam feio do \u00cdndice de Mercado Anbima (IMA), que fechou o ano passado com alta de 12,98%. O \u00edndice reflete a evolu\u00e7\u00e3o de uma carteira te\u00f3rica de t\u00edtulos p\u00fablicos (pr\u00e9 e p\u00f3s-fixados e atrelados a \u00edndices de pre\u00e7os), que s\u00e3o justamente os principais ativos dos fundos de previd\u00eancia. Essa discrep\u00e2ncia mostra, no m\u00ednimo, que as taxas de administra\u00e7\u00e3o cobradas est\u00e3o corroendo os ganhos das carteiras, alerta Nazareth.<\/p>\n<p>Apesar do desempenho fraco, os fundos de renda fixa e multimercados sem a\u00e7\u00f5es s\u00e3o os carros-chefes da previd\u00eancia privada aberta, representando cerca de 75% do patrim\u00f4nio do setor. Mesmo com rentabilidade l\u00edquida question\u00e1vel, essas carteiras continuam a ter a prefer\u00eancia dos investidores. Da capta\u00e7\u00e3o l\u00edquida de R$ 24,15 bilh\u00f5es dos fundos no ano passado &#8211; alta de 11% ante 2009 -, R$ 17,38 bilh\u00f5es, ou 72%, foram para os sem renda vari\u00e1vel.\u00a0 (Valor)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2010 foi de contrastes para os fundos de previd\u00eancia aberta (PGBL e VGBL). 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