{"id":4684,"date":"2011-02-25T14:44:10","date_gmt":"2011-02-25T17:44:10","guid":{"rendered":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/?p=4684"},"modified":"2011-02-25T14:44:10","modified_gmt":"2011-02-25T17:44:10","slug":"os-fundos-de-pensao-e-o-investimento-responsavel-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/os-fundos-de-pensao-e-o-investimento-responsavel-no-brasil\/","title":{"rendered":"Os fundos de pens\u00e3o e o investimento respons\u00e1vel no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Desde a d\u00e9cada de 90, os fundos de pens\u00e3o t\u00eam sido agentes ativos na busca do aprimoramento da governan\u00e7a corporativa de seus investimentos. Esse movimento, a partir da d\u00e9cada seguinte, foi intensificado e ampliado buscando incorporar tamb\u00e9m os impactos sociais e ambientais dos neg\u00f3cios, quest\u00f5es fundamentais para a sustentabilidade dos ativos investidos. Estes tr\u00eas pilares &#8211; o ambiental, o social e a governan\u00e7a (ESG, environmental, social and governance) &#8211; s\u00e3o a base da pr\u00e1tica do investimento respons\u00e1vel.\u00a0 Um exemplo marcante desse ativismo e da crescente import\u00e2ncia do tema para os fundos de pens\u00e3o e outros investidores institucionais ao redor do mundo \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da iniciativa &#8220;Princ\u00edpios para o Investimento Respons\u00e1vel&#8221; (ou PRI &#8211; Principles for Responsible Investment).<\/p>\n<p>No inicio de 2005, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) convidou representantes de 20 investidores institucionais (na maioria fundos de pens\u00e3o) oriundos de 12 pa\u00edses, incluindo o Brasil, para, apoiados por diversos especialistas, se unirem em um processo de desenvolvimento de princ\u00edpios de responsabilidade social, ambiental e de governan\u00e7a nos investimentos.\u00a0 Como consequ\u00eancia, foi criada a iniciativa denominada PRI. Trata-se de uma rede internacional de institui\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 cadeia de investimentos que, por meio de ades\u00e3o volunt\u00e1ria, se comprometem com a incorpora\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es sociais, ambientais e de governan\u00e7a corporativa \u00e0s pr\u00e1ticas de an\u00e1lise, decis\u00e3o e gest\u00e3o de seus investimentos.<\/p>\n<p>Desde o seu lan\u00e7amento oficial em Nova Iorque, em 2006, o PRI vem apresentando r\u00e1pida expans\u00e3o em todo mundo. Atualmente conta com 876 ades\u00f5es, cujas institui\u00e7\u00f5es em conjunto administram mais de US$ 25 trilh\u00f5es. No Brasil existem atualmente 46 signat\u00e1rios, dentre eles 15 fundos de pens\u00e3o que s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 60% dos recursos administrados em seu segmento no pa\u00eds. O grupo de signat\u00e1rios locais do PRI tem atuado em diversas frentes com o objetivo de ampliar esse movimento. Al\u00e9m do esfor\u00e7o para divulgar a iniciativa em diferentes f\u00f3runs de investidores e gestores, uma das principais metas do grupo \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o conjunta de m\u00e9tricas que incorporem de forma objetiva tais quest\u00f5es na avalia\u00e7\u00e3o dos ativos.<\/p>\n<p>Em paralelo, buscando ampliar a transpar\u00eancia das empresas brasileiras com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas pr\u00e1ticas voltadas para o tema, o grupo de signat\u00e1rios est\u00e1 desenvolvendo diversas a\u00e7\u00f5es de engajamento visando estimular a ado\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de sustentabilidade, focando em um primeiro momento nas empresas listadas no IBrX-100. Recentemente, um grupo espec\u00edfico de fundos de pens\u00e3o foi criado dentro da rede de relacionamento local do PRI para discutir a amplia\u00e7\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o do tema em suas pol\u00edticas de investimentos. Por meio do compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e da busca de refer\u00eancias internacionais do PRI, tem-se o objetivo de identificar as melhores pr\u00e1ticas de investimentos respons\u00e1veis nas diferentes classes de ativos atualmente investidos por esses fundos.<\/p>\n<p>Diversos fundos de pens\u00e3o j\u00e1 adotam pr\u00e1ticas de investimento respons\u00e1vel que v\u00e3o muito al\u00e9m dos investimentos nos fundos tem\u00e1ticos de sustentabilidade. Utilizam metodologias de triagem positiva e negativa na sele\u00e7\u00e3o de ativos tendo com base crit\u00e9rios de ESG, incluem esses crit\u00e9rios tamb\u00e9m em suas matrizes setoriais, nos processos de sele\u00e7\u00e3o de gestores para as carteiras terceirizadas, no engajamento direto nas empresas investidas, nos investimentos imobili\u00e1rios (&#8220;green building&#8221;), entre outras medidas.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro, entretanto, que dentre os fundos de pens\u00e3o existem institui\u00e7\u00f5es em diferentes est\u00e1gios no processo de incorpora\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas de investimentos respons\u00e1veis, mas com a inclus\u00e3o de refer\u00eancias a essas pr\u00e1ticas na Resolu\u00e7\u00e3o BACEN\/CMN 3792, que regula os investimentos dos fundos de pens\u00e3o no Brasil, o tema entrou na agenda do setor.\u00a0 Esperamos um dia n\u00e3o mais usarmos o termo investimento respons\u00e1vel e que toda e qualquer pr\u00e1tica de investimento, adotada por qualquer agente do mercado, considere naturalmente, como caracter\u00edstica intr\u00ednseca ao processo, a incorpora\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es ambientais, sociais e de governan\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a d\u00e9cada de 90, os fundos de pens\u00e3o t\u00eam sido agentes ativos na busca do aprimoramento da governan\u00e7a corporativa de seus investimentos. 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