{"id":4827,"date":"2011-07-11T16:30:21","date_gmt":"2011-07-11T19:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/?p=4827"},"modified":"2011-07-11T16:30:21","modified_gmt":"2011-07-11T19:30:21","slug":"aposentadoria-precoce-mas-com-que-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/aposentadoria-precoce-mas-com-que-dinheiro\/","title":{"rendered":"Aposentadoria precoce &#8211; mas com que dinheiro?"},"content":{"rendered":"<p><em>O brasileiro ainda sonha em se aposentar cedo &#8211; na m\u00e9dia, aos 56 anos. Mas apenas uma minoria age para realizar esse sonho, informa uma pesquisa recente<\/em><\/p>\n<p>Manter o padr\u00e3o de vida de classe m\u00e9dia depois da aposentadoria tornou-se um desafio na maioria dos pa\u00edses, mesmo nos mais ricos. Os governos j\u00e1 n\u00e3o d\u00e3o conta de sustentar milh\u00f5es de pessoas que passaram do auge da vida produtiva mas que ainda v\u00e3o viver por d\u00e9cadas. No Brasil, o problema preocupa ainda mais &#8212; por causa do benef\u00edcio pago pelo governo federal, pequeno para os padr\u00f5es das classes A e B (hoje, o valor mais alto pago pelo INSS \u00e9 R$ 2.400), e, principalmente, porque o brasileiro poupa menos do que precisa. A no\u00e7\u00e3o da seriedade do problema \u00e9 bem difundida, mas a maioria das pessoas n\u00e3o reage diante da situa\u00e7\u00e3o, mostra uma pesquisa feita pela seguradora americana MetLife com 2.930 assalariados empregados em cinco pa\u00edses. O estudo, feito anualmente, incluiu em sua edi\u00e7\u00e3o 2011 Brasil (pela primeira vez), Austr\u00e1lia, \u00cdndia, M\u00e9xico e Reino Unido.<\/p>\n<p>A pesquisa perguntou com qual idade assalariados gostariam de se aposentar. Os brasileiros foram os mais apressados: querem parar, na m\u00e9dia, aos 56 anos, o que poderia ser considerado prematuro. Na Austr\u00e1lia e no M\u00e9xico, a expectativa m\u00e9dia fica perto dos 60 anos e no Reino Unido, dos 63 (na \u00cdndia, a conta nem foi feita, j\u00e1 que metade dos participantes acha que nunca poder\u00e1 parar de trabalhar). O desejo dos brasileiros se torna especialmente dif\u00edcil de alcan\u00e7ar por causa da ina\u00e7\u00e3o. Apenas 30% dos entrevistados deram os primeiros passos no planejamento financeiro na aposentadoria, contra 39% dos australianos e 66% dos brit\u00e2nicos (mexicanos e indianos planejam ainda menos que n\u00f3s: apenas 24% e 15%, respectivamente, come\u00e7aram a elaborar uma estrat\u00e9gia de poupan\u00e7a). &#8220;Essa falta de a\u00e7\u00e3o ocorre apesar de os brasileiros, assim como os mexicanos e indianos, terem s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es financeiras quanto ao futuro&#8221;, diz Shankar Chaudhuri, diretor de Intelig\u00eancia de Mercado Global da MetLife.<\/p>\n<p>Com a economia em crescimento, o cen\u00e1rio n\u00e3o deveria ser outro? Infelizmente, a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos n\u00e3o acompanha a velocidade da economia. \u201cRacionalmente, faz sentido poupar quando a economia vai bem, mas \u00e9 justamente nesse momento que as pessoas t\u00eam emprego e cr\u00e9dito. Elas querem \u00e9 consumir agora e n\u00e3o guardar para o futuro\u201d, afirma Ricardo Rocha, professor da Funda\u00e7\u00e3o Vanzolini.<\/p>\n<p>Deixar de investir hoje pode ter no futuro efeitos ruins n\u00e3o apenas para o indiv\u00edduo, mas tamb\u00e9m para seus filhos. A falta de poupan\u00e7a perpetua o ciclo dos idosos que passam a depender dos filhos. De acordo com um levantamento do IBGE, s\u00f3 1% dos aposentados tem certa independ\u00eancia financeira. Na pesquisa da MetLife, 63% das pessoas responderam que est\u00e3o preocupadas se v\u00e3o ter dinheiro para sustentar os parentes mais velhos. Da mesma forma, mais da metade se preocupa em se tornar &#8220;um peso&#8221; para os filhos na velhice. Entre aqueles que j\u00e1 cuidam dos pais idosos, 70% vive s\u00f3 com o sal\u00e1rio (n\u00e3o tem outras economias com as quais contar). A maioria dos trabalhadores (70%) disse estar extremamente preocupada com o custo do plano de sa\u00fade na aposentadoria. Entre os que j\u00e1 poupam, 69% est\u00e3o apreensivos com a chance de viver mais do que sua poupan\u00e7a ser\u00e1 capaz de sustent\u00e1-los.<\/p>\n<p>Embora o n\u00edvel de poupan\u00e7a interna no Brasil seja baixo e o pa\u00eds n\u00e3o tenha a cultura de investimento pessoal, h\u00e1 alguns discretos sinais de mudan\u00e7a. Nos \u00faltimos cinco anos, cresceu bastante o n\u00famero de brasileiros que investe em a\u00e7\u00f5es (de 220 mil para 610 mil) e que t\u00eam caderneta de poupan\u00e7a (de 77 milh\u00f5es para 97 milh\u00f5es). O n\u00famero de planos de previd\u00eancia privada sendo alimentados com dep\u00f3sitos mensais passou de 8,3 milh\u00f5es para 10,7 milh\u00f5es. Um deles \u00e9 o da designer Elaine Sakai. Embora tenha apenas 24 anos, ela concluiu que j\u00e1 vale a pena pensar na aposentadoria. &#8220;Eu me preocupo com o futuro. N\u00e3o quero ter de trabalhar tanto quanto hoje quando estiver mais velha.&#8221; Elaine conta que, no come\u00e7o, era doloroso fazer os dep\u00f3sitos mensais. Depois, acostumou-se. Os amigos n\u00e3o compartilham a preocupa\u00e7\u00e3o. &#8220;Acho que conhe\u00e7o s\u00f3 uma pessoa com idade pr\u00f3xima da minha que tem previd\u00eancia. Quando voc\u00ea \u00e9 novo, n\u00e3o pensa no que vai acontecer depois&#8221;, diz. Ela pensa. Tomara que mais gente siga o exemplo.<\/p>\n<p>(\u00c9poca)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro ainda sonha em se aposentar cedo &#8211; na m\u00e9dia, aos 56 anos. 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