{"id":8173,"date":"2014-10-31T14:44:09","date_gmt":"2014-10-31T16:44:09","guid":{"rendered":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/?p=8173"},"modified":"2014-10-31T14:44:09","modified_gmt":"2014-10-31T16:44:09","slug":"falta-de-planejamento-e-marca-dos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/falta-de-planejamento-e-marca-dos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Falta de planejamento \u00e9 marca dos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>52% n\u00e3o t\u00eam plano B para manter a renda na velhice.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong>Realizada em 15 pa\u00edses em janeiro e fevereiro de 2014, a pesquisa A Nova Cara da Aposentadoria, encomendada pela seguradora Mongeral Aegon, ouviu 16 mil pessoas, inclusive no Brasil, que pela primeira vez foi inclu\u00eddo no levantamento. No quesito preparo para a aposentadoria, a principal conclus\u00e3o \u00e9 que tamb\u00e9m a\u00ed falta ao brasileiro capacidade de planejamento. O pa\u00eds teve nota 6,8, em uma escala de 0 a 10, desempenho considerado mediano pelos pesquisadores, superado, contudo, apenas pela \u00cdndia (nota 7,0).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a coleta de informa\u00e7\u00f5es se deu via internet, os respons\u00e1veis pela pesquisa atribuem o resultado relativamente positivo ao fato de os internautas daqui serem moderadamente informados. Mais que a m\u00e9dia nacional e internacional, esta rebaixada devido \u00e0 presen\u00e7a de \u00cdndia e China, que tamb\u00e9m entraram no levantamento, mas contam com esquemas pouco eficaz de previd\u00eancia social oficial ou privado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mente dos entrevistados, a perspectiva de longo prazo n\u00e3o tem quase nada de tranquilizadora. Via de regra as pessoas consideram que ir\u00e3o trabalhar por mais tempo, com aposentadorias que com o tempo tender\u00e3o a perder valor e, portanto, exigir\u00e3o esquemas alternativos de poupan\u00e7a pessoal ou familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante das dificuldades estruturais de financiamento, no caso europeu em especial, os cidad\u00e3os ter\u00e3o de bancar gastos crescentes com poucas oportunidades para os fundos de pens\u00e3o ampliarem a massa de dinheiro dispon\u00edvel em caixa. Ser\u00e1 necess\u00e1rio ter f\u00f4lego para lidar com o desemprego elevado, o que representa custo para a previd\u00eancia e reduz as contribui\u00e7\u00f5es, no caso dos sistemas baseados em aportes de empregados e empregadores, como o brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estar informado, revela o estudo, n\u00e3o significa necessariamente estar com tudo em ordem para se aposentar. Na ponta do l\u00e1pis, 47% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter planos a respeito, mas apenas 22% manifestaram ter algum tipo de solu\u00e7\u00e3o contratada com vistas \u00e0 aposentadoria, seja um plano privado complementar, uma aplica\u00e7\u00e3o PGBL ou VGBL, ou mesmo um seguro de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, 27% dos brasileiros n\u00e3o t\u00eam nenhum plano para o futuro p\u00f3s-profissional, menos do que a m\u00e9dia internacional captada pelo estudo, de 40%. \u00cdndia e China mais uma vez afetaram a m\u00e9dia global, dessa vez para cima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande problema \u00e9 que o aumento da qualidade de vida tem levado as pessoas a ter uma vida longa, o que \u00e9 bom, claro. Antigamente as pessoas paravam de trabalhar aos 65 anos, mas viviam menos. Agora t\u00eam boa chance de viver at\u00e9 os 85, 90 anos, e ter\u00e3o, portanto, um per\u00edodo de aposentadoria muito maior. Ou seja, elas precisam se preparar muito mais, avalia Andrea Levy, assessor da presid\u00eancia da Mongeral Aegon do Brasil. Mas a quest\u00e3o \u00e9 saber quem ir\u00e1 financiar esses custos crescentes. E quais as informa\u00e7\u00f5es que precisam ser levadas em conta para um indiv\u00edduo ser capaz de enfrentar esse novo cen\u00e1rio, com o planejamento necess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mulheres tamb\u00e9m passaram a ter menos filhos, foram para o mercado de trabalho, o que aos poucos cria outro problema social s\u00e9rio, considera Levy, pois \u00e9 muito mais dif\u00edcil para um filho cuidar dos pais quando for o momento. Essa situa\u00e7\u00e3o exigir\u00e1 dos futuros aposentados maior capacidade para fazer frente aos gastos m\u00e9dicos, que tendem a ficar mais altos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sa\u00edda passa por montar uma estrat\u00e9gia de m\u00e9dio prazo, para uma renda garantida a partir dos 70 anos, quando o mais prov\u00e1vel ser\u00e1 estar fora do mercado de trabalho. No caso brasileiro, 52% dos entrevistados, segundo o estudo, n\u00e3o t\u00eam plano B, apostam que continuar\u00e3o a ter trabalho mesmo mais velhos. Mais da metade das pessoas n\u00e3o considera o risco de invalidez e que pode afetar seriamente a sua prepara\u00e7\u00e3o para a aposentadoria, anota a pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para acessar o relat\u00f3rio completo da pesquisa, <a href=\"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/A-nova-cara-da-Aposentadoria.pdf\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">fonte: www.sindsegsp.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>52% n\u00e3o t\u00eam plano B para manter a renda na velhice. 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