{"id":8761,"date":"2015-11-23T10:06:06","date_gmt":"2015-11-23T12:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/?p=8761"},"modified":"2015-11-23T10:06:06","modified_gmt":"2015-11-23T12:06:06","slug":"previdencia-privada-cresce-com-a-incerteza-da-economia-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jusprev.org.br\/backup\/previdencia-privada-cresce-com-a-incerteza-da-economia-do-pais\/","title":{"rendered":"Previd\u00eancia privada cresce com a incerteza da economia do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A previd\u00eancia privada \u00e9 cada vez mais procurada pelos brasileiros para complementar o regime p\u00fablico de aposentadoria. Atualmente, mais de 12 milh\u00f5es de pessoas j\u00e1 investem no produto privado e a Fenaprevi (Federa\u00e7\u00e3o das Empresas de Previd\u00eancia Privada) estima um crescimento entre 15% e 18% da arrecada\u00e7\u00e3o dos planos em 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O hist\u00f3rico dos investimentos em previd\u00eancia privada de janeiro a agosto deste ano revela um aumento de 28,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2014. As modalidades PGBL (Plano Gerador de Benef\u00edcios Livres) e VBGL (Vida Gerador de Benef\u00edcios Livres) arrecadaram juntas mais de R$ 60 bilh\u00f5es at\u00e9 agosto de 2015, segundo a Fenaprevi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo especialistas, a evolu\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o financeira e a maior preocupa\u00e7\u00e3o dos brasileiros em poupar dinheiro t\u00eam contribu\u00eddo para esse crescimento do mercado de previd\u00eancia privada. Outro fator determinante para esse cen\u00e1rio \u00e9 a reforma da Previd\u00eancia Social, que tem causado bastante inseguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao futuro do sistema p\u00fablico previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RECEIO<\/strong> &#8211; A presidente Dilma Rousseff sancionou, no in\u00edcio de novembro, a Lei 13.183\/2015, que altera o c\u00e1lculo da aposentadoria da Previd\u00eancia Social, variando progressivamente de acordo com a expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora est\u00e1 valendo a regra conhecida como 85\/95, que permite ao trabalhador se aposentar sem a redu\u00e7\u00e3o aplicada pelo fator previdenci\u00e1rio sobre a aposentadoria. Para isso, a soma da idade e do tempo de contribui\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser de 85 para mulheres e 95 para homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nova lei tamb\u00e9m determina que, a partir de 2018, a regra 85\/95 ter\u00e1 car\u00e1ter progressivo, ou seja, ser\u00e1 adicionado um ponto na f\u00f3rmula a cada dois anos. Em 2026, por exemplo, a mulher s\u00f3 poder\u00e1 se aposentar quando tiver 90 pontos, e os homens, 100.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Michael Viriato, coordenador do laborat\u00f3rio de finan\u00e7as do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), as pessoas ficam mais inseguras cada vez que o governo faz uma mudan\u00e7a na Previd\u00eancia Social. \u201cEmbora muitas vezes seja necess\u00e1ria e ben\u00e9fica, como \u00e9 o caso dessa \u00faltima reforma, o pensamento de que o futuro da aposentadoria pode mudar para pior assusta. E isso faz com que a previd\u00eancia privada seja procurada como alternativa\u201d, acredita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o especialista, de forma geral as pessoas guardam dinheiro na famosa poupan\u00e7a; s\u00f3 que ela hoje n\u00e3o est\u00e1 cobrindo nem as perdas com a infla\u00e7\u00e3o. \u201cQuando os investidores percebem que a poupan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 mais vantajosa, procuram outros meios, e os pr\u00f3prios agentes de bancos colocam em pauta a op\u00e7\u00e3o de investimento pela previd\u00eancia privada\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PROTE\u00c7\u00c3O E JUROS<\/strong> &#8211; Em um cen\u00e1rio de incertezas econ\u00f4micas, \u00e9 comum que as pessoas se preocupem mais em poupar dinheiro para prote\u00e7\u00e3o financeira em caso de poss\u00edveis perdas no futuro. E a previd\u00eancia privada, segundo os especialistas, se encaixa nesse objetivo porque sua caracter\u00edstica principal \u00e9 acumula\u00e7\u00e3o de recursos visando o longo prazo, como a aposentadoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, com as taxas de juros elevadas, a previd\u00eancia privada n\u00e3o \u00e9 considerada um bom investimento em termos de rentabilidade, segundo o economista Erick Herbert Thau, da T\u00e9cnica Finance Advisory e s\u00f3cio da Salix Group.\u00a0\u201cNo entanto, como se trata de um investimento de longo prazo e a taxa de juros nos pr\u00f3ximos anos deve voltar a cair, a diferen\u00e7a entre as aplica\u00e7\u00f5es nos t\u00edtulos do Tesouro e fundos de renda fixa, por exemplo, dever\u00e1 diminuir quando comparadas \u00e0s taxas obtidas pela previd\u00eancia privada\u201d, pontua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMO INVESTIR &#8211; Ao contratar um plano de previd\u00eancia privada, \u00e9 essencial que o investidor conhe\u00e7a as caracter\u00edsticas de cada modalidade (PGBL e VGBL) e quais fundos podem fazer parte dessa carteira de investimentos. Pesquisar a idoneidade das institui\u00e7\u00f5es gestoras \u00e9 igualmente importante para n\u00e3o cair em armadilhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A principal diferen\u00e7a entre os planos \u00e9 que no PGBL, recomendado para quem faz a declara\u00e7\u00e3o completa do Imposto de Renda, \u00e9 poss\u00edvel deduzir at\u00e9 12% da renda tribut\u00e1vel do contribuinte, ou seja, os investimentos s\u00e3o abatidos no c\u00e1lculo do imposto do ano seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJ\u00e1 o VGBL n\u00e3o permite deduzir. Em compensa\u00e7\u00e3o, o investidor s\u00f3 \u00e9 tributado sobre os ganhos das aplica\u00e7\u00f5es financeiras quando for resgatar o dinheiro do plano\u201d, explica o educador financeiro Silvio Bianchi, da DSOP Educa\u00e7\u00e3o Financeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso dos fundos, Bianchi recomenda uma avalia\u00e7\u00e3o do perfil de risco do investidor. \u201c\u00c0s vezes, planos de previd\u00eancia muito arriscados, mas que oferecem retornos acima da m\u00e9dia, podem ser muito tentadores. Por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio avaliar o qu\u00e3o disposto o investidor est\u00e1 de correr esses riscos, mesmo frente a promessas de bons ganhos\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fernando Nogueira da Costa, economista e professor da Unicamp, destaca que previd\u00eancia complementar j\u00e1 atingiu seu p\u00fablico potencial e, provavelmente, passar\u00e1 s\u00f3 a crescer em valores. \u201cIsso ocorrer\u00e1 devido aos novos aportes anuais de 12% da renda bruta, para aproveitar o incentivo fiscal, e \u00e0 capitaliza\u00e7\u00e3o realizada pelos mais elevados juros do mundo\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previd\u00eancia privada \u00e9 cada vez mais procurada pelos brasileiros para complementar o regime p\u00fablico de aposentadoria. 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